Custos e CMV
Ficha técnica de restaurante: o documento que segura o seu lucro
Vou ser direto. Restaurante sem ficha técnica é restaurante que não sabe quanto custa o que vende. E quem não sabe o custo, precifica no chute e reza pra dar certo.
A ficha técnica é a receita traduzida pra linguagem de dinheiro. Ela diz exatamente quanto de cada insumo entra num prato, quanto isso custa hoje, qual o preço de venda e, no fim, qual a margem que aquele prato deixa. É simples de entender e chato de manter, e é justamente por ser chato que quase ninguém faz direito.
O que uma boa ficha precisa ter:
- Todos os insumos, com a quantidade certa (não "um pouco de azeite", e sim 15 ml).
- O fator de correção de cada insumo, porque você compra 1 kg de alface e usa 700 g depois de limpar. Essa perda é custo.
- O custo total calculado a partir do preço atual de cada insumo.
- O preço de venda e o CMV do prato, pra você ver na hora se vale a pena.
Tem um detalhe que separa o amador do profissional: as fichas de produção. Aquele molho madeira que você faz numa panelona e usa em cinco pratos precisa da própria ficha, com rendimento e fator de cocção. Sem isso, o custo do preparo se perde e o CMV inteiro fica torto.
O trabalho pesado é o primeiro cadastro. Depois, é manutenção. E aqui está a beleza de fazer no sistema em vez do papel: quando o preço do fornecedor sobe, você atualiza o insumo uma vez e o custo de todos os pratos que usam ele se recalcula sozinho. No papel, você teria que refazer ficha por ficha, e ninguém faz.
No aplicativo ChefData, a ficha técnica vira um sistema de gestão de receitas de verdade: conversa direto com a calculadora de preços e com o cálculo de CMV. Você monta uma vez e o sistema cuida do resto.
Quer que alguém monte suas fichas junto com você e ainda arrume o cardápio inteiro? É parte da consultoria para restaurantes.