Custos e CMV
Fluxo de caixa e DRE de restaurante: os dois números que evitam o susto
Muita gente confunde os dois, e essa confusão já quebrou restaurante que vendia bem. Vou separar de um jeito que gruda.
O fluxo de caixa é o extrato da vida real. É o dinheiro entrando e saindo, dia após dia. Ele responde uma pergunta de sobrevivência: tenho grana pra pagar o fornecedor na quinta e a folha no quinto dia útil? Quem não olha o fluxo vive de sobressalto, pega empréstimo caro pra tapar buraco e não entende por que, faturando tanto, o caixa vive raspando.
O DRE, o demonstrativo de resultado, é outra conversa. Ele não fala de quando o dinheiro entra, fala se o negócio dá lucro. Pega o faturamento, tira o CMV, tira as despesas fixas, tira impostos e taxas, e mostra o que sobrou de verdade como resultado. Dá pra ter caixa cheio e prejuízo no DRE (você adiantou recebível), e dá pra ter lucro no DRE e caixa apertado (seus clientes pagam no cartão pra daqui a 30 dias). Por isso você precisa dos dois, não de um.
Na prática, comece registrando toda despesa. Toda mesmo, inclusive a recorrente e a parcelada, que são as que fogem da memória. Depois, olhe o fluxo toda semana e o DRE todo mês. É pouco tempo pra uma tranquilidade enorme.
O aplicativo ChefData monta despesas com recorrência e parcelamento, deixa marcar tudo como pago em lote no fim do mês, e entrega fluxo de caixa e DRE prontos, sem você montar planilha nenhuma.
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