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Custos e CMV

Controle de estoque de restaurante: onde a margem some sem você ver

O desperdício é o ladrão mais educado do restaurante. Não faz barulho, não deixa digital, e no fim do mês leva um pedaço gordo do seu lucro. Alface que murcha, proteína que passa do ponto, aquele item comprado demais numa promoção que ninguém usou. Tudo isso é dinheiro apodrecendo na câmara.

Controle de estoque não é burocracia. É a base de dois números que você precisa: o CMV real e a decisão de compra.

Comece pela contagem periódica. Semanal é o ideal pra quem quer controle fino, mensal é o mínimo pra quem quer saber se está vivo. O segredo é fazer sempre no mesmo momento e sempre do mesmo jeito, pra os números serem comparáveis. Conte o que tem, anote o valor de cada item, feche o valor total daquela contagem.

Essa contagem faz duas coisas. Primeiro, alimenta o cálculo do CMV, porque o estoque final da fórmula é exatamente esse. Segundo, mostra o que está encalhado. Item que aparece grande em toda contagem e some devagar é dinheiro parado, e dinheiro parado em perecível vira prejuízo rápido.

A parte que mais dói é ligar o estoque ao consumo. Quando você tem ficha técnica, dá pra saber quanto de cada insumo deveria ter saído pelas vendas. Compara com o que saiu de verdade e a diferença grita: ou tem desperdício na produção, ou tem furo no controle. Essa comparação entre o teórico e o real é o que transforma contagem em gestão.

Dica de quem já quebrou a cara: compre pela ficha técnica e pela previsão de venda, não pela promoção do fornecedor. Comprar barato o que você não vai usar a tempo é o jeito mais comum de perder dinheiro achando que economizou.

O aplicativo ChefData registra cada contagem com valor por item e por período, guarda o histórico e joga tudo direto no CMV. Nada de planilha solta que some no computador da cozinha.